O Balanço Patrimonial é uma ferramenta contábil que auxilia os gestores nas tomadas de decisões. É com base nessas informações que consegue-se visualizar a real situação da empresa em um determinado período. Porém, é necessário o auxílio de um profissional capacitado para a sua interpretação, pois muitas vezes, com a simples apresentação numérica, a empresa pode mostrar resultados que sejam “saudáveis” contabilmente e financeiramente não “ter” esta realidade.

Assim, Lunelli (2017) descreve que:

Partindo-se da hipótese de que parte do elenco de informações que as empresas utilizam para tomar decisões está nas demonstrações contábeis, especialmente no suplemento de análise destas demonstrações, há que se afirmar que a importância em se proceder a análise financeira e de balanços é de um grau de relevância extremamente alto.

A partir disto, observa-se a importância de uma análise detalhada e correta do Balanço Patrimonial e das várias demonstrações que o compõem, objetivando a apresentação real da condição da empresa em determinado período.

Desta forma, para entender melhor o que é o Balanço Patrimonial, e antes da sua interpretação e análises, é importante conhecer a sua estrutura.

O Balanço Patrimonial é divido entre Ativo e Passivo, onde o Ativo é composto por todos os bens e direitos da empresa e o Passivo por todas as obrigações e Patrimônio Líquido.

Conforme a autora Pacievitch (2017), o Ativo e Passivo são classificados da seguinte forma:

Os Ativos são classificados em:

Ativo Circulante – constitui aquele grupo de contas que representam bens e direitos, suscetíveis de serem convertidos em dinheiro ou de serem consumidos no próximo ciclo normal de operações normais da empresa (geralmente tem-se como base um ano). Os ativos circulantes são: dinheiro em caixa, conta movimento em bancos, mercadorias, depósitos bancários, matéria primas e títulos.

Ativo Permanente – são títulos, bônus, ações, etc., os quais representam investimentos adquiridos de outras empresas ou do Estado, não com a intenção de vendê-los a curto prazo, mas de preservá-los para obter renda, na medida em que o tempo passa. Dentro deste grupo podem ser incluídos terrenos quando for com fins especulativos.

Ativo a Longo prazo – estão representados pelos direitos que possui uma entidade econômica, os quais serão recuperáveis ou exigíveis num prazo maior a um ano. Exemplo disto são os impostos a recuperar e contratos de mútuo valor.

Ativo Fixo – são os bens e direitos adquiridos pela empresa e os quais são de caráter mais ou menos permanente (duram um longo período) e existe a intenção de utilizá-los em operações normais do negócio e não de vendê-los. Os ativos fixos se classificam em tangíveis e intangíveis. Tangíveis: são constituídos com todas as características dos ativos fixos, ou seja, que possuem materialidade, exemplo disto são prédios, terrenos, mobília, bosques madeireiros, poços de petróleo, etc.

Intangíveis: estão representados pelos direitos de ordem legal ou econômico, os quais têm como característica principal a carência de presença física. Como exemplo, podemos citar os direitos autorais, nomes e marcas, patentes, etc.

Ativo Diferido – classificam-se no ativo diferido as aplicações de recursos em despesas que contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício social. Estão compreendidas nesta classificação, entre outras, as despesas da organização, custos de estudos e projetos, despesas pré-operacionais, despesa com investigação científica e tecnológica para desenvolvimento de produtos ou processos de produção e encargos incorridos com a reorganização ou reestruturação da entidade.

Os Passivos são classificados em:

Passivo Circulante – inclui todas aquelas contas que refletem dívidas ou obrigações que a entidade econômica deve eliminar no próximo ano, contas a pagar e impostos a pagar, por exemplo.

Passivos a Longo Prazo – são as obrigações ou dívidas que a entidade econômica contraiu e que deverão ser pagas num prazo máximo de um ano (serão liquidadas após o final do exercício financeiro seguinte), dentre este grupo podemos citar hipotecas a pagar e Letras de Câmbio, por exemplo.

Resultados de Exercícios futuros – aqui está incluído o dinheiro que a entidade econômica possa vir a receber adiantado (como a cobrança antecipada do aluguel de um terreno de sua propriedade, por exemplo).

Oliveira (2017) também descreve que o Balanço Patrimonial organiza e classifica as informações em blocos e com isso se aproximam as informações contábeis para os gestores da empresa. Assim, com o Balanço Patrimonial é possível:

  • Ter uma posição patrimonial da empresa e conhecer todos os bens, direitos e obrigações em determinado período;
  • Entender as fontes de recursos para os investimentos da empresa;
  • Observar a sua evolução história para o planejamento e ação futura;
  • Permitir e dar lastro ao pagamento de dividendos aos sócios da empresa;
  • Permitir o Planejamento Tributário da Empresa;
  • Fornecer informações úteis para as partes interessadas (stakeholders).

Ainda, Oliveira (2017) descreve que para a estrutura de um Balanço Patrimonial os valores são agrupados em contas para facilitar a análise e a sua ordem é determinada pela situação de liquidez. As mais líquidas, ou seja, as que se transformam mais rapidamente em dinheiro vem primeiro, e após, vem as que são menos liquidas, ou seja, as mais difíceis de transformar rapidamente em dinheiro.

Numa visão patrimonial, Oliveira (2017) descreve que todos os bens e direitos da empresa, estão em equilíbrio com suas obrigações, sejam com terceiros, com o governo, fornecedores e bancos (passivos), e com os sócios (patrimônio líquido – recursos diretamente investidos pelos sócios e as reservas de capital).

Portanto, verifica-se que as informações contidas no Balanço Patrimonial, é uma poderosa ferramenta disponível aos gestores da organização e também para os seus usuários e clientes internos e externos, que conseguem visualizar a situação da empresa, e auxiliar nas tomadas de decisões, com o objetivo de aumentar seus resultados, assim como, mostra uma visão estratégica do plano da empresa, sendo possível visualizar o futuro, as limitações e as potencialidades da organização.

Porém, para que tudo isto seja possível, é importante um profissional preparado para fazer esta “leitura” nas informações contidas no Balanço Patrimonial, o qual indicará as melhores estratégias para a obtenção de resultados ainda melhores.

 

REFERÊNCIAS:

Análise das fontes de recursos que financiaram as atividades da empresa. Disponível em http://www.contabilvisao.com.br/?intSecao=145&intConteudo=719.

Acesso em 24 de agosto de 2017.

Balanço patrimonial. Disponível em http://www.socontabilidade.com.br/conteudo/BP.php.

Acesso em 24 de agosto de 2017.

LUNELLI, Reinaldo Luiz. A importância da análise financeira de balanços. Disponível em http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/analisefinanceirabalancos.htm.      Acesso em 24 de agosto de 2017.

OLIVEIRA, Leandro. Balanço patrimonial: o que é, para que serve e como analisar. Disponível em https://capitalsocial.cnt.br/balanco-patrimonial/. Publicado em 10 de março de 2017.

Acesso em 24 de agosto de 2017.

O que são bens ativos e passivos. Contábil RCA. Disponível em http://www.contabilrca.com.br/contabilidade-duvidas/104-bens-ativos-e-passivos.html.

Acesso em 24 de agosto de 2017.

PACIEVITCH, Thais. Ativos e Passivos. Disponível em  http://www.infoescola.com/economia/ativos-e-passivos/.

Acesso em 24 de agosto de 2017.

ZANLUCA, Júlio César. Estrutura do balanço patrimonial. Disponível em  http://www.portaldecontabilidade.com.br/guia/estruturabalanco.htm.

Acesso em 24 de agosto de 2017.

        

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