Marlene Zanghelini Altini [1]

 

Nos tempos atuais, onde as organizações sofrem constantes influências tecnológicas, mudança de mercado e na economia é importante que estejam preparadas para analisar seus índices financeiro-econômicos, de modo a tomarem as decisões mais acertadas para o cenário econômico atual e dentro da sua realidade, objetivando o aumento da lucratividade.

Dentre os diversos controles que a organização necessita para ser saudável, duradoura, e competitiva, é importante observar alguns aspectos para analisar sua situação financeira/contábil, e isto se dá através do efetivo controle e utilização da Contabilidade de Custos.

A Contabilidade de Custos vem ganhando força dentro das organizações nos últimos anos, abandonando a ideia de que a contabilidade é mera geradora de guias de tributos, para trazê-la como ferramenta para o auxílio nas tomadas de decisões dos gestores. Desta forma, a Contabilidade de Custos vem sendo utilizada pelos diversos ramos de atividades, sejam indústrias, comércio e prestadores de serviços, para orientar a organização no melhor caminho a seguir.

Dentre os vários demonstrativos fornecidos pela contabilidade, para auxiliar nesta análise, o Balanço Patrimonial e o Demonstrativo do Resultado do Exercício, encontra-se o Ponto de Equilíbrio da Organização.

O Ponto de Equilíbrio, segundo Santos (2000, p.166), “será obtido quando o total dos ganhos marginais, que é a somatória de todos os produtos comercializados, equivalerem ao custo estrutural fixo do mesmo período de tempo de objeto de análise”. Desta forma, entende-se que o Ponto de Equilíbrio de uma organização é quando a Receita se iguala as Despesas, não gerando nem lucro nem prejuízo, considerando neste cenário todas as despesas, sejam elas fixas ou variáveis, conforme descreve Wernk (2001, p.49) “o ponto de equilíbrio representa o nível de vendas em que a empresa opera sem lucro ou prejuízo. Ou seja, o número de unidades vendidas no ponto de equilíbrio é o suficiente para a empresa pagar seus custos fixos e variáveis sem gerar lucro”.

Assim, o Ponto de Equilíbrio pode ser analisado financeiramente, sendo conhecido como Ponto de Equilíbrio Financeiro. Este tipo de análise permite aos gestores tomarem decisões quanto a investimentos na organização, em seus maquinários, e no planejamento do orçamento.

O autor Martins (2000), descreve sobre o Ponto de Equilíbrio Financeiro, onde as despesas fixas muitas vezes registradas em um determinado período podem englobar as despesas com depreciação e amortização, onde não há saída efetiva do caixa, o qual neste caso, não fará parte para a determinação do Ponto de Equilíbrio, sendo avaliadas as que apenas têm efeito de saída de caixa.

Contudo, percebe-se que esta ferramenta nada mais é do que um indicador de segurança do negócio, pois demonstra o quanto é necessário vender para que as receitas se igualem aos custos. Desta forma, a organização conhecendo seu ponto de equilíbrio, poderá projetar suas vendas para a geração de lucros, eliminando de certa forma, a possibilidade de prejuízos na sua operação.

 

REFERÊNCIAS

 

MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos. São Paulo: Atlas, 2000.

SANTOS, Joel J. Análise de custos. São Paulo: Atlas, 2000.

WERNKE, Rodney. Gestão de custos: uma abordagem prática. São Paulo: Atlas,2001.

Disponível em:

http://www.novomilenio.br/periodicos/index.php/foco/article/download/…/35 Considerações Acerca do Ponto de Equilíbrio como Ferramenta Gerencial, por Edmar José Zorzal. Acesso em 24 de Setembro de 2015.

Disponível em:

httpp//www.aedb.br/…/303_analise%20do%20ponto%20de%20equilibrio.pdf

Análise do ponto de equilíbrio de uma rede de supermercados, por Pedro Paulo Machado e Luiz Antônio Fernandes. Acesso em 24 de Setembro de 2015.

Disponível em:

http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/Ponto-de-equil%C3%ADbrio. Ponto de Equilíbrio. Acesso em 24 de Setembro de 2015.

[1] Pós Graduada no curso de Gestão Financeira e de Custos, do Grupo Uniasselvi – Fameg e integrante da equipe Piazera, Hertel, Manske & Pacher Advogados Associados.

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