O cenário empresarial brasileiro vive momentos de turbulência, isso já não é segredo.

Retração econômica e incertezas políticas têm implicado na diminuição do poder de compra e, por consequência, não são raros os segmentos que amargam quedas nas vendas.

Esse caos tem levado o empresariado a repensar sua atividade (o que é bom, essencialmente quanto aos aspectos de inovação que isso pode trazer), mirando uma “cartela de alternativas”:

  • Turnaround: que, por hora, podemos traduzir como a reestruturação da atividade;
  • Recuperação Judicial: uma tentativa de, através do judiciário, alcançar fôlego com a renegociação dos débitos;
  • Alienação do estabelecimento empresário: ou seja, vender a empresa.

Independente do posicionamento adotado, a decisão deve ser pautada em dados e informações que apontem para a viabilidade (ou não) da atividade empresária. Nessa linha, indispensável também é saber quanto vale o negócio que se pretende reestruturar, recuperar ou alienar: para isso se presta o Valuation.

Valuation (vindo do inglês, avaliação), trata-se do processo de estimar o valor de mercado da empresa, através de cálculos e percepções de mercado que levam em consideração o fluxo de caixa, o patrimônio e o custo de capital.

Várias são as metodologias adotadas para que se encontre o “Valor Justo” da empresa, sendo mais comumente usada a Metodologia dos Fluxos de Caixa Descontados, cuja sistemática pode ser assim sintetizada:

  • Com base nos Fluxos de Caixa Live (FCL) dos últimos anos, a fixação de uma taxa de crescimento do FCL para projeção;
  • Com o FCL projetado, toma-se o último período da projeção para obtenção do Valor Residual (VR) – que merece ser entendido como o valor presente dos fluxos de caixa livre após o período de previsão – racionalizando o mencionado FCL, taxa de crescimento do FCL e Custo Médio Ponderado de Capital (CMPC);
  • Obtido o VR, procede-se a soma da racionalização individual do FCL de cada um dos períodos observados e projetados por (1+custo de capital)ano, excetuado o último período projetado. Sobre este se deve somar o FCL projeto ao VR obtido, seguindo-se a racionalização por (1+custo de capital)ano;
  • Ao valor obtido deve ser acrescido o Valor dos Ativos Não Operacionais, obtendo-se o Valor da Empresa (VE).

De modo ilustrativo:

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Adaptado de: SANTOS, José Odálio dos. Valuation: Um guia prático. São Paulo: Saraiva, 2013. 118 p.

Não se ignorando a existência de outras metodologias capazes de exprimir o valor da empresa,  apenas se destaca a preferencia pela Metodologia de Fluxos de Caixa Descontados, ora exposta, por conta desta levar considerar fatores preponderantes, como fluxo de caixa e custo de capital.

A verdade é que estando ciente do valor do empreendimento, qualquer planejamento se torna mais factível e tende a proporcionar a identificação de melhores oportunidades negociais.

Vai-se além: saber o valor da empresa não é apenas traduzi-la em cifras, é saber onde se está, para então decidir onde se pretende chegar.

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