Secretariar não é somente atender pessoas, demonstrar um semblante de “paisagem” e realizar as atividades delegadas a você como obrigação. É muito mais que isto, vai muito além de uma simples tarefa. É fazer parte do grupo e pertencer ao lugar que está com dedicação e somar sempre. Entender que o comprometimento e a responsabilidade inicial estão no abrir das portas da recepção, bem como o atendimento ao telefone, mas se estende até onde se possa contribuir para o crescimento da empresa ou escritório.

O secretariado tem seu valor no âmbito profissional e a cada ano se desenvolve e evolui juntamente com o mercado de trabalho alinhado ao desenvolvimento tecnológico. O que se pode extrair como grande agravante positivo é que esta profissão pode acompanhar e crescer unilateralmente conforme o mundo e sociedade vêm evoluindo, neste aspecto nada se perde e muito se acrescenta.

Cada um encontra seu lugar no espaço no pessoal e também no profissional, cabe a esta pessoa se interessar e buscar o crescimento necessário para encontrar o que procura de fato, mas para outras pessoas entender que pode ser muito mais que “só” é um grande passo. Ser uma secretária, recepcionista e/ou auxiliar administrativo pode ir além do que podemos imaginar, é possível sim expandir horizontes e saber o valor que se tem nesta profissão, mas acima de tudo buscar o reconhecimento devido ao que diplomou.

A profissão de secretariado sofreu várias alterações no decorrer dos anos. Desde o surgimento da profissão até os dias atuais, a área secretarial se fortaleceu com o avanço no perfil profissional e nas atribuições de seus profissionais, que deixaram de ser meros reprodutores de técnicas para assumir postos cada vez mais complexos no ramo do secretariado, das assessorias e das inúmeras possibilidades de atuação dos secretários atuais. (Müller & Sanches, 2014; Lima & Soares, 2014).

Após a realização do concurso na Inglaterra: “Secretary of the Year”, segundo uma publicação de um artigo do jornal inglês “The Guardian”, no que menciona que as secretárias brasileiras são as mais bem treinadas. É importante e motivo de orgulho adquirir este nível de reconhecimento de fora referente os profissionais de secretariado no nosso país. No entanto, temos um bom caminho para percorrer e assim, atingir o pleno sucesso nesta área.

Sabe-se que, de modo geral, ainda existe muito a ser feito no que tange ao reconhecimento do profissional de secretariado, tanto nas empresas como no ambiente acadêmico. 

O reconhecimento da profissão depende de vários fatores, incluindo os próprios profissionais (que devem realizar o registro profissional de Secretários Executivos nas Superintendências Regionais do Trabalho), as entidades representativas (sindicatos, associações, entre outras) e as instituições de ensino, que formam os profissionais de secretariado. O primeiro curso superior de Secretariado foi criado na Universidade Federal da Bahia, em 1969. No entanto, foi na década de 1990 que o ensino superior na área de secretariado se proliferou. (Durante, Vaz, Bertoletti e Chais, 2011).

Vale ressaltar que existem dois graus de formação superior em secretariado executivo: o tecnólogo e o bacharel. Os cursos de bacharelado seguem as Diretrizes da Resolução CNE/CES nº 3, de 23 de junho de 2005, já os cursos Superiores de Tecnologia têm como base o último Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia, publicado pelo Ministério da Educação em 2010.

As Diretrizes Curriculares Nacionais concebem a formação de nível superior como um processo contínuo, autônomo e permanente, com uma sólida formação básica e uma formação profissional fundamentada na competência teórico-prática, de acordo com o perfil de um formando adaptável às novas e emergentes demandas. (MEC/CNE, 2003).

Conforme Bortolotto e Rinaldi (2008, p. 14): 

“As primeiras Diretrizes Curriculares dos Cursos de Secretariado Executivo foram aprovadas pelo MEC em 2002, e no ano de 2005, atendendo às mudanças exigidas pela sociedade, as Diretrizes Curriculares foram revisadas ensejando as respectivas formulações de grades curriculares, para assegurar ao egresso dos cursos o pleno exercício de suas prerrogativas profissionais.”

De acordo com a Lei nº 7.377, DE 30 DE SETEMBRO DE 1985, 

complementada pela Lei 9.261/96: Art. 2° – Para os efeitos desta lei, é considerado: 

I – Secretário-Executivo: 

a) o profissional diplomado no Brasil por Curso Superior de Secretariado, legalmente reconhecido, ou diplomado no exterior por Curso Superior de Secretariado, cujo diploma seja revalidado na forma da lei; 

b) portador de qualquer diploma de nível superior que, na data de início da vigência desta lei, houver comprovado, através de declarações de empregadores, o exercício efetivo, durante pelo menos trinta e seis meses, das atribuições mencionadas no art. 4º desta lei; 

II – Técnico em Secretariado: 

a) o profissional portador de certificado de conclusão de Curso de Secretariado, em nível de 2º grau; 

b) o portador de certificado de conclusão do 2º grau que, na data da vigência desta lei, houver comprovado, através de declarações de empregadores, o exercício efetivo, durante pelo menos trinta e seis meses, das atribuições mencionadas no art. 5º desta lei (Brasil, 1985).

Neste contexto, é importante observar que a formação secretarial não somente evoluiu no decorrer dos anos para atender as novas demandas do mercado de trabalho, mas também deste modo proporcionou aos profissionais uma formação mais condizente com as condições atuais dos cenários econômico e social.

Além de qualquer reconhecimento em lei, conforme citado anteriormente, o mais importe é encontrar o que procura e dedicar-se para cada área de atuação. Buscar crescimento e conhecimento sempre, saber o valor que está em exercer as atividades que realiza. Todo ser humano aspira ao sucesso em diferentes áreas da vida, o que é definido por cada indivíduo, acontece que o caminho é longo e desafiador e nem sempre as recompensas chegam rápido ou com facilidade. Importante é não desistir no caminho da conquista.

Para Marshall B. Rosenberg, percursor da CNV, a comunicação está basicamente em duas instâncias: 

A de solicitação e a de retribuição. 

“Quando você entende que toda comunicação se resume a estas duas instâncias, não existe mais espaço para que você se ofenda, pois percebe que as pessoas estão apenas solicitando algo de você ou retribuindo, mas com o uso de estratégias altamente ineficazes.”

Amar o que se faz é o primeiro passo. Após, com base no que encontra, se aprimora.

Referências 

http://www.sinsesc.com.br/Site/AT_DeSecretariadoArtigo1.php

Müller, Rodrigo & Sanches, Fernanda Cristina (2014). Pesquisa acadêmica em secretariado executivo: um estudo de caso na Revista Expectativa. Revista Expectativa, Toledo.

Lima, Marco Antonio & Soares, Alessandra de Paula Lima (2014). O secretário executivo e a tecnologia da informação: um estudo sobre a utilização de recursos tecnológicos pelos profissionais da cidade de Belém/PA. Revista de Gestão e Secretariado, São Paulo.

Natalense, Liana (1998). A secretária do futuro. Rio de Janeiro: Qualitymark.

MEC/CNE (2003). Parecer CNE/CES 67/2003. Referencial para as Diretrizes Curriculares Nacionais – DCN dos cursos de graduação. Conselho Nacional de Educação.

Durante, Daniela Giareta; Vaz, Caroline de Fátima Matiello; Bertoletti, Roberta; Santos, Maria Elizabete Mariano dos & Chais, Cassiane (2011). Atuação e ascensão profissional a partir da formação em Secretariado Executivo: levantamento com egressos da UPF/RS. Revista de Gestão e Secretariado, São Paulo.

Bortolotto, Raquel Maria & Rinaldi, Rúbia Nara (2008). O Secretário Executivo e sua formação nas instituições de ensino na região Sul do Brasil. Revista Expectativa.

Brasil (1985). Lei n. 7.337, de 30 de setembro 1985. Dispõe sobre o Exercício da profissão de secretário, e dá outras providências. Recuperado em 20 de julho, 2015, de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7377.html 

Resolução n. 3, de 23 de junho de 2005 (2005). Diretrizes curriculares nacionais para o curso de graduação em Secretariado Executivo. Diário Oficial da União. Brasília, DF: Ministério da Educação e Cultura.

https://www.revistagesec.org.br/secretariado/article/viewFile/453/pdf

http://www.simararodrigues.com/ 

 

Rosenberg. Marshall B. (2006) Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais

e profissionais [tradução Mário Vilela]. São Paulo: Ágora.

        

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