Marlene Zanghelini Altini [1]

 

O fluxo de caixa é uma ferramenta de gestão que indica as entradas e saídas futuras de recursos, sendo possível identificar o cenário em que a organização se encontra.

De acordo com Freitas (2014), “o fluxo de caixa possibilita uma boa gestão dos recursos financeiros, evitando situações de insolvência ou falta de liquidez que representam fortes ameaças à continuidade das empresas”.

As organizações muitas vezes não fazem este controle, o que acaba deixando-as vulneráveis, pois muitas vezes o resultado do Balanço Patrimonial é satisfatório, mas não condiz com o que realmente a empresa disponibiliza de recursos financeiros para honrar seus compromissos e para realizar os investimentos planejados e alcançar os objetivos e metas traçados.

Por isso o fluxo de caixa é tratado como uma ferramenta de gestão, pois mostra aos seus gestores a real situação da organização no presente e no futuro, suas entradas (receitas) e suas saídas (despesas), resultando assim, em um saldo que poderá ser utilizado da melhor maneira planejada pela organização, seja para investimento em tecnologia, compra de novos maquinários para a área produtiva, investimentos em capacitação de pessoal, distribuição de lucros, etc.

Conforme Freitas (2014):

“A utilização da ferramenta fluxo de caixa de forma correta, pode possibilitar também o conhecimento do grau de independência financeira das organizações, com base na avaliação do seu potencial para geração de recursos no futuro para saldar seus compromissos e para pagar a remuneração dos seus empreendedores. E viabiliza, quanto à estimativa da capacidade de financiamento do seu capital de giro ou se depende de recursos externos, permitindo conhecer a capacidade de expansão com recursos próprios, gerados a partir de suas próprias operações a aferir o potencial efetivo das organizações para programar decisões de investimento, financiamento, distribuição de lucros e/ou pagamento de dividendos.”

O fluxo de caixa pode ser “visto” de duas maneiras, de forma histórica e de forma projetada.

O fluxo de caixa histórico demonstra todas as movimentações ocorridas no passado, esclarecendo a atividade operacional da organização, seus investimentos e financiamentos, auxiliando assim, nas demonstrações contábeis, como o Balanço Patrimonial e o Demonstrativo do Resultado do Exercício (DRE), sendo possível identificar neste caso, os pontos críticos que ocorreram no desempenho financeiro da empresa e como foram aplicados os recursos disponíveis naquele período. O fluxo de caixa histórico serve de base para a elaboração do fluxo de caixa projetado.

Já o fluxo de caixa projetado, mostrará a situação financeira da empresa para os próximos meses, sendo possível identificar os pontos críticos no decorrer do tempo, assim como, no excesso de caixa, é possível a empresa traçar estratégias de redirecionamento de recursos. Assim, a empresa conseguirá adequar à situação do caixa a realidade que ela almeja.

É importante também lembrar que na elaboração do fluxo de caixa projetado, além de levar em conta o histórico do fluxo de caixa anterior, também se observa as premissas definidas pelos gestores das organizações, que buscam aperfeiçoar cada vez mais seus recursos, na expectativa de melhores resultados. Porém, estas premissas devem ser discutidas com base na realidade que se é esperado para a organização naquele período, pois muitas vezes, as metas estabelecidas são inalcançáveis, não gerando os resultados esperados, e deixando todos frustrados.

Portanto, as organizações precisam se atentar a esta ferramenta de gestão tão importante, pois é ela que indicará a real situação da empresa, e que servirá para a tomada de decisão dos gestores, buscando sempre a melhor otimização dos seus recursos.

 

REFERÊNCIAS

 

FREITAS, Janeclea. O fluxo de caixa e suas funções. Publicado em 19 de novembro de 2014. Disponível em: http://www.portaleducacao.com.br/administracao/artigos/58823/o-fluxo-de-caixa-e-suas-funcoes#!5. Acesso em 28 de Maio de 2015.

Análise e Planejamento Financeiro – Manual do Participante. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa – SEBRAE. Brasília, 2011.



[1] Pós Graduada no curso de Gestão Financeira e de Custos, do Grupo Uniasselvi – Fameg e integrante da equipe Piazera, Hertel, Manske & Pacher Advogados Associados.

 

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